Perdi meu primeiro texto. Talvez tenha sido melhor: escrevendo hoje o que lembro de outro, terei um filtro mais digno, que é a memória, o que fica no tempo. Lembro-me de querer ser lente, especialista de mim mesmo, de falar de mim pelas árvores. Lembro-me de fotos e de alguém lendo poesias sobre as árvores e pensando em qual delas pensei. Uma conexão entre o outro e as árvores através de mim.
Doeu hoje a necessidade de alongar. De levar mais tempo passando pelas árvores, sem foco, olhar solto, sem rédeas para direção alguma. Tentando me reconhecer, espalhar minha mancha por lá.
Pensei no tempo, nas diversas passagens, nos momentos que se colarão dia-a-dia, fazendo um tempo diferente: o tempo do dique e o meu tempo. O cruzamento deles.
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